quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


"O cérebro é o órgão de maior destaque. Funciona durante 24 horas, 365 dias, desde seu nascimento… Até que você se apaixona."

Tati Bernardi

"Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades."

Ana Jácomo

"É duro ter apenas duas alternativas (ficar ou ir embora) e ambas serem terríveis."

Martha Medeiros

"Às vezes, coisas boas se separam para que coisas melhores ainda se juntem."

Marilyn Monroe

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


"Pessoas que a gente desenterra de vez em quando pra ter certeza que fizemos a melhor escolha enterrando elas."
Tati Bernardi

"Uma boa definição para a felicidade: ser leve para si mesmo."


Martha Medeiros


"De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades: não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma; cuidado com o que anda desabafando; conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); antes só do que muito acompanhado; esperar não significa inércia, muito menos desinteresse; renunciar não quer dizer que não ame; abrir mão não quer dizer que não queira. O tempo ensina, mas não cura."


Martha Medeiros


"Por mais que todas as terapias do mundo, todas as auto-ajudas do universo e todos os amigos experientes do planeta me digam que preciso definitivamente não precisar de você, minha alma grita aqui dentro que, por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade.
É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar.!"

Tati Bernardi


"(...) Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente..."

Tati Bernardi


"Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez, você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e você vira o rosto se algum homem vem falar comigo. Você prefere não ver, mas eu vejo você o tempo todo."

Tati Bernardi


"Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar.
É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto.
Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista."

Tati Bernardi


"História escrita a lápis, lápis-borracha para tudo ser mais prático. Escrita de qualquer jeito, torta, em linhas invisíveis. Com um início de perder o fôlego, mas com um eterno três pontinhos num final que nem existe.
Os três pontinhos são o que me matam, ponto final seria a dureza clara e o fim da história, três pontinhos são o que me matam."
Tati Bernardi

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


"Eu queria que você tivesse ficado. Eu queria que você tivesse precisado de mim da mesma forma que eu precisava de ti. Queria que você também sorrisse ao lembrar da minha risada engraçada. Queria que você tivesse calado a minha boca com o teu sorriso, todas as vezes que a raiva tornou a dominar-me. Eu queria que tu tivesse me impedido de ir. Queria que tu me esperasse pelo menos pela metade do tempo que eu cheguei a te esperar. Queria que as tuas palavras tivessem sido verdadeiras e que a minha voz rouca de sono fosse a tua favorita. Queria que tu talvez tivesse chorado e lamentado-se por pelo menos um terço do que nós deixamos perder no tempo. Eu queria que tu fizesse um pouco de esforço, o mínimo que fosse, para me ter de volta. Eu queria que tu não deixasse as coisas como estão, tu sabes que não sou mais tão forte e nem tão grande como um dia fui. Sabes que não caibo mais nos espaços que cabia antes, sabes que não sou mais só sorrisos e que a minha inocência perdeu-se no meio da tua malicia. Eu só queria que tu segurasse a minha mão e me ajudasse a reunir os pedaços do nosso quebra-cabeça. Eu só queria que tu tivesse um pouco mais de vontade de lutar por mim. Eu só queria que tu não fosses aquele que foi embora."

Bernadete Guedes

sexta-feira, 4 de maio de 2012


"E então, ela me pergunta isso como quem pergunta as horas: - Você já o esqueceu? E eu respondo que prefiro não responder. Não porque não tenha o que dizer. Mas porque tudo o que eu disser parecerá pouco. E entre não me entenderem e eu nada falar, prefiro a segunda opção. Como dizer que a vida é infinitamente melhor sem ele? Quase nem eu acredito. Que sou mais livre para correr atrás dos meus desejos, que eu consigo ser mais eu, mais leve, mais linda, mais livre? Como explicar que eu só queria o mundo o qual ele me ocultava, por medo de me perder para um sonho qualquer? Meu sonho era ele e era o mundo. Ele para amar e ser fiel, o mundo para eu percorrer. Ele era meu dono e nunca teve certeza disso. Ganha o coração quem ganha o amor. Perde o coração quem tenta o aprisionar. - Você já o esqueceu? Não, droga! Não sei como finjo tão bem. Tem horas que nem lembro. Tem horas que nem sangra. Acostuma-se com a dor. Com a ausência. Colocam-se outras coisas no lugar. Não amores: aspirações, distrações. Meu amor é egoísta. Não sabe dividir. Quer a verdade completa de uma sinceridade nua. Quer a totalidade de atenções, não admite perder para outro vício qualquer. Mas passou. Porque quero, porque preciso. Porque prefiro mil vezes sofrer sozinha a sofrer acompanhada."


Renata Bezerra

quinta-feira, 19 de abril de 2012


"Ficar triste é sempre pela primeira vez. Já fiquei triste tantas vezes, mas nunca assim. Porque o “assim” de ficar triste é sempre pela primeira vez. Já fiquei mais triste do que estou agora, mas nunca tão triste. Porque o “tão” de ficar triste, quando é tristeza mesmo, é sempre arrebatador e assustador e é pela primeira vez. É sempre com o peito virgem e assustado e infantil que ficamos tristes. É sempre com cinco anos, com fome, nus, gelados, segundos antes de morrer de falta de sentido por ter nascido.

A tristeza é uma criança de rua com uma faca apontada pra falta de amor que o mundo ofereceu pra ela. Uma meleca no nariz que nenhuma mãe limpou se transformando nos olhos de um adulto assassino. A tristeza é um pedaço de vidro numa mãozinha pequena. A tristeza é um anjo que não arrumava ninguém pra poder agir como um anjo e foi ficando bem diabólico. A tristeza é ter que comer um risoto caro, com amigos felizes, quando só se quer vomitar no banheiro de casa, sozinha. E triste.

Eu quero vomitar tudo. A água, a saliva, a língua, o seco da garganta, a amígdala, o apartamento de milhões de metros quadrados vazios que virou o meu peito. Quero vomitar minha pele, meus olhos, meu fígado, meus horários, minhas listas de vontades. Eu quero tudo fora, tudo fora. Eu quero eu fora. Eu quero ir pra fora de onde está tão devastado e de onde eu tinha pintado tudo de azul pra te ver sentado bem no centro. No centro do meu peito, você, com a luz azul da minha esperança.

A tristeza me fez um milhão de vidas essa semana. Um milhão de almoços e jantares e projetos. Eu sorrindo, implorando às distrações que me levem, que façam remendos em meu peito perfurado pela violência do ar que não assovia mais os seus sons.

A tristeza me fez cortar o cabelo e pintar de loiro. E me fez aumentar os pesos do pilates. E me fez prometer alguma sedução para alguém que jamais receberá nada de mim. Não existe nada mais triste do que essas coisas de dar a volta por cima e essas coisas de tocar o barco e essas coisas de sacudir a poeira e essas coisas medonhas que a gente fala ou pensa ou ouve. A tristeza são frases vazias e feitas e tediosas saindo de bocas vazias e feitas e tediosas.

A tristeza me fez repartir o calmante no meio. Tomar um. E tomar o outro. Porque nem calmante eu to suportando ver pela metade. Que pelo menos no limbo da minha mente triste alguma coisa possa viver inteiramente.

A tristeza é uma parede, uma geladeira, um computador, um telefone, uma televisão, uma cama, um elevador, um carro. A tristeza são as ruas, os jornaleiros, as pessoas gordas atravessando, as pessoas magras atravessando. A tristeza é o cinza, o vermelho, o azul, o transparente. A tristeza é a próxima música, a próxima seta pra direita, a próxima seta pra esquerda. A tristeza é o ar que sai e o ar que entra. A tristeza é o segundo de ar que se perde e fica mais um tempo. A tristeza é dizer que são cinco dias, são seis dias, são sete dias. A tristeza é a nossa última vez juntos fazendo quinze dias, dezesseis dias, dezessete dias. A tristeza é o amor ter acabado sem ter acabado. É não saber o que é amor e não saber o que é acabar e não saber o que é não acabar. A tristeza só sabe que é triste e todo o resto ela só tenta saber, mas fica louca e desiste. A tristeza é de uma simplicidade que a torna ainda mais triste.

A tristeza é qualquer posição sentada ou em pé ou deitada. A tristeza é deitar e levantar. Tentar ou desistir carregam a mesma tristeza das coisas que não existem. Minha pele toca no pano, na água, na tela, uma mão toca na outra. Todos os toques são tristes. Todas as posições são tristes. Amanhã será triste, ontem foi triste. Hoje é o dia mais triste do mundo.

É porque eu tenho medo de dirigir até o Morumbi no escuro? É porque eu uso pijama feio pra dormir? É porque eu sou egoísta e louca e tenho um dente torto? É porque eu ria de você e ria das suas coisas e ria das suas músicas e ria de nervoso porque eu gostava tanto de você que odiava você? É porque eu criei sete mil muros pra receber alguém mas queria esmurrar até sangrar o seu único muro como se você também não fosse humano? Ou é só porque é assim mesmo? Assim: finito, simples e triste demais.

Hoje elegi o mais triste de tudo. É o banquinho que guardava a sua bolsa de carteiro e que não guarda mais nada. Ele agora é só o que era mesmo pra ser: um banquinho. Limpo, solitário, imponente, em sua nobre função de banquinho.

Sua triste, desgraçada, branca, idiota e livre função de banquinho."